Nossa gente, que saudade

Estou super me acostumando com essa ideia louca de que esta merda é um blog que apenas o autor lê. É praticamente uma relação unilateral dentro da web. Mais Forever ALone do que isso é praticamente impossível.

Enfim, como estou pouco me lixando pro tráfego de visitantes deste recinto, vou continuar postando mesmo e dane-se o universo.
Nestes cinco meses sem postar, algumas coisas engraçadas aconteceram... Aquisições de câmeras analógicas antigas, mudança de concepcção de vida, possível intercâmbio aprovado (meu orgulho neste semestre) e uma vida amorosa extremamente agitada e de fazer inveja em qualquer amiguinho, só que ao contrário.
Eles dizem que quando a sua vida acadêmica está de vento em polpa, automaticamente sua vida emocional está no fundo do poço. Acho que isso não é verdade pq no meu caso particular, tá tudo uma boa de uma bosta. Mas como eu não curto exemplificar, especialmente considerando que dentro da rede ainda existe aquele certo medo responsabilidade social de que certas pessoas tenham acesso a coisas que elas simplesmente não deveriam ver, vou deixar tudo no ar.
Voltei a conversar recentemente com uma pessoa importante, no nível dela, para mim. É legal ver isso de que quando a gente se vai pra um local completamente novo, a tendência de se agarrar a qualquer pessoa que te passe segurança é consideravelmente recorrente. No meu caso segurança se traduz em repertório, apesar de que sempre vai ter um hater que discordará.

Discórdia, bem nesse sentido, é uma palavra que recentemente saiu do meu dicionário. Sei lá, cansei. Cansei pra caralho. E como eu quero realmente me tornar a nova loira do Tchan, terei que fazer por onde e voltar as minhas amizades onde elas estavam.  O desafio é conciliar uma pessoa e um grupo que não a tolera. É difícil e, apesar desse meu relato, também é extremamente justificável que esta situação esteja assim, mas considerando que todos são éticos, acho que não terei problemas maiores.

E sobre a vidinha amorosa medíocre de alguns posts atrás, o que eu posso dizer com certeza mais que absoluta é "Foda-se esta merda". Sério, percebi nestes meses que ficar de paudurecência por uma pessoa que aparentemente não paudurece por você é um dos principais causadores de pés de galinha, rugas e cabelos brancos em uma pessoa, e pra vocês perceberem, eu tenho os três agora. Poor me.

Então, considerando esta situação atual em que me encontro, de entrega de trabalhos pra ontem, três artigos a serem feitos, uma monitoria a ser concluída, um grupinho de uma pessoa de haters para o exercício pleno do passive-aggressiveness virtual e uma vida promissora assim, logo no início de 2013, se tudo der certo, me fazem proferir aquelas palavras lindas do tipo "je m'en fiche de tout" ou "ça vraiment va te faire enculler" ou em uma situação hipotética indesejável e extremamente pobre da minha parte "Baba Baby, Baby Baba". Então vamos viver a vida e gozar do divino mato porque o resto é resto e nem merece ser discutido.

Ai nossa, eu realmente ia me esquecer de falar sobre aquela coisa linda que eu descobri graças a minha orientadora linda da monitoria que foi "Meteorango Kid: o herói intergalático" e que noooossa, virou minha vida de cabeça pra baixo graças ao discurso mais nonsense da história do cinema brasileiro, mas que realmente dá pra te fazer pensar. Vou deixar um lindo momento deste filme para que todos percebam a proeza realizada pelos caras pro mundo e, lógico, egocentricamente, pra mim.

P.S.: Youtube tá de mimimi e não quer deixar postar em blogs não relacionado$, então que se foda essa merda pq eu sou lindo



Vaca no Reino do Platonismo

Eu redescobri recentemente uma nobre vocação que tenho para esquecer rostos. Talvez isso seja um sinal de um possível déficit de atenção ao qualquer outra manifestação parecida. No entanto, isso sempre acontece comigo com relação as pessoas que eu mais gosto.

Vou dizer, percebi pela primeira vez que eu tinha essas "amnésias fisionômicas" quando eu tinha lá pelos meus 8 anos. Na época eu gostava de uma menina e de um menino da sala, e, ao chegar em casa, eu sempre tinha vagas lembranças dos seus rostos. Logicamente eu não tinha problemas em perceber que aqueles dois eram "os dois" assim que eu os visse, não era algo do gênero "Como se fosse a primeira vez" ou outros filmes patéticos que seguem essa temática.

Com o passar do tempo, e com a minha necessidade de ser parte de grupos, foi natural que eu buscasse círculos de amizade, e conforme as pessoas iam se tornando especiais para mim, lá estava eu tentando lembrar de seus rostos, sem sucesso na maioria das vezes. Nessa época eu percebi que o contrário também se aplicava: não tinha problemas em lembrar dos rostos de pessoas com quem eu era apático.

Lá pelos meus 12 anos, mesmo sem querer, desenvolvi uma estranha capacidade, que eu acreditei ser meu porto seguro por bastante tempo mas que acabou se tornando minha cova: eu idealizava as faces. Isso era meio lógico de ter sido feito desde o início, e talvez eu realmente já tivesse desenvolvido algo do tipo, mas só me percebi idealizando quando tinha essa idade. O mecanismo era simples: todos os semblantes dos quais eu gostasse eram automaticamente encaixados nas poucas informações que eu mantinha na mente, o que certamente acabou criando um certo repertório visual que causaria inveja em qualquer acervo de fotos 3x4 de órgãos públicos por aí. E o mais engraçado é que com isso, de certa forma, eu consegui deixar de ter as amnésias, uma vez que a maioria das fisionomias que me atraíam, por uma questão de sensatez, pertenciam as pessoas pelas quais eu sentia algo, justamente aquelas que eu esquecia.

Conforme o tempo foi passando, para o meu azar completo, eu passei a idealizar não só faces, mas também situações, e aí sim os baldes de água gelada eram constantes, uma vez que, a realidade, em muitos casos, não se parecia em nada com aquilo que era imaginado por mim. Então vocês já devem estar vendo uma série de maniqueísmos que eram bem recorrentes na época: dormir de conchinha/Querer só sexo; "Vamos andar de mãos dadas por ali"/"Sai de perto de mim, seu nojento"; "Quero ficar aqui contigo até mais tarde"/"Tenho que ir embora pra casa pq senão eu estou frito."

Idealizar, nesse período, se tornou tão necessário quanto ópio para alguns, mas que, como qualquer anestesiante, não elimina a dor, podendo aumentá-la com o tempo. Eu passei a me martirizar por pessoas e a ver não só faces perfeitas, mas indivíduos que sempre me completassem, como se eu nunca tivesse a capacidade de ser um inteiro, mas fragmentos de uma pessoa que necessitava de companhia. Com a fantasia da vida eu me tornei uma pessoa carente, principalmente pela minha capacidade de amar toda a humanidade por pequenos gestos que passam despercebidos pelos autores, por não terem sentido, mas estavam repletos de significados para mim, o pobrezinho.

E assim foi durante 5 anos e seis meses da minha vida, podendo ser mais, se a minha teoria de uma idealização na infância não cair por terra. Após os traumas, porém, as coisas ficaram claras no sentido de que idealizar serve para amortecer algo e sempre prolongar uma série de sensações, que culminam em um não muito maior e persistente que funciona como um eco interminável na mente. Aos 17 passei a tentar encarar as ações como "guilhotinas", da mesma forma que uma das personagens do filme que eu mencionei no post passado... Neste esquema, o "sim" me salvava de uma dor fria e o "não" era equivalente a me cortar a cabeça tão rápida e insensivelmente que não seria possível sentir dor. A morte indolor aqui me permitia viver no dia seguinte, tendo a certeza de que o processo se repetiria e de que eu pelo menos acertaria algum dia.

Mas recaídas acontecem sempre, e lá estava eu novamente passando pelos dramas de sempre ver as faces distorcidas, e de mais uma vez cair nos pensamentos sobre a pessoa ideal que estava do meu lado, exceto pelo fato de nunca ter existido. A diferença aí é ser frio (consigo mesmo, sempre mais difícil) e se repreender a não fazê-lo novamente. Nem sempre funciona, mas é o meu coquetel para ter uma vida mais realista e não me martirizar às custas de nada como frequentemente no passado. E assim eu vivi...

...Vivi bem até o início desse ano, até que em abril eu esqueci a face de uma pessoa.

Os Amores Imaginários

Olha, o que me trouxe aqui no blog depois de alguns dias foi o meu estado de repolhice aguda. A Repolhice é foda pq mais cedo ou mais tarde vc se dá conta de que ela EXISTE, TÁ LÁ NA TUA CARA, mas sempre tem chance de não ser bem aquilo. Como eu sou o exemplo em pessoa do otimismo -NÃO, acabo saindo dessas enrascadas tão rápido quanto eu entro. Hoje foi um dia bem divisor de águas pra mim, que estava sem saco até pra exercer as funções vitais, tipo ir no curso de francês.

Por causa dessas minhas faltas frequentes e dilacerantes no curso de francês (que eu acredito que já passaram até do limite), eu decidi ME recompensar assistindo algum filme francófono, e foi bem aí que eu me deparei com esta maravilha chamada "Les Amours Imaginaires", do Xavier Dolan, que também dirigiu "J'ai tué ma mère", que eu também baixei e estou contando as horas para assistir. Xavier Dolan, que tem apenas 21 anos e é a gracinha em pessoa, também é um dos protagonistas do filme, o que lhe rendeu o título de enfant terrible do cinema em Quebec. Acho esse tipo de apelido um tanto broxante e medíocre, uma vez que enfant terrible me remete imediatamente àquelas crianças prodígio patéticas da Globo, mas isso não é o enfoque do meu post.

Filmes que mostram estados de repolhice e principalmente os associam com a "dissonância cognitiva", que eu aprendi em psicologia 2, são sempre muito válidos porque a gente sempre aplica os dois no campo afetivo, e eu, admito, devo fazê-lo com uma intensidade um pouco maior.

Por quê isso? Eu deveria colocar a culpa no meu signo, mas aparentemente Virgem não tem nada a ver com a fábula da "Raposa e as uvas", talvez Escorpião. A questão é que eu sempre desdenho, querendo ou não ter. Desdenhar é um princípio do qual eu não consigo fugir. Me imagino desdenhando 1 - antes de ter 2 - tendo 3 - após terminar de ter 4 - querendo comprar 5 - não querendo comprar 6 - não conseguindo comprar e tudo o mais. Eu coloco a culpa naquilo de sempre: meu instinto natural de defesa. Acho que eu vou começar a abdicar desse recurso e confessar que eu tenho uma tendência a ser paunocu e empata foda de mim mesmo e aí fica tudo certo.

Btw, esse foi um dos posts que eu escrevi mais rapidamente. Eu sempre tenho incursões sobre temas no blog mas esqueço na hora de escrever e milagrosamente hoje isso não aconteceu. Deve ser a influência de Fever Ray, imagino.

As águas de março foram embora, CARALHO

Nossa, acabei de fazer esse post que eu já tinha escrito há um mês e meio e percebi como a vida é engraçada, ou eu sou extremamente inconstante. Vejam só vocês que eu já estou completamente diferente. Voltei da páscoa sem zoar nenhum W, sem ter nenhum encontro com o outro W e finalmente com a sensação de que Curitiba é uma cidade decente, e é sobre pensamentos desta cidade que eu vou dedicar este post.

O fato de eu nunca ter, de fato, gostado de Curitiba nunca foi segredo para ninguém que convive comigo. Gosto de deixar isso claro, como uma série de outras sensações que me consomem. Eu sempre escondo o que sinto no âmbito amoroso, nos outros infintos âmbitos eu externalizo mesmo. Acho que o ódio que eu sentia de Curitiba até, sei lá, dia 10 de março desse ano, culminou em uma profunda identificação com os padrões cariocas de ser e agir, e vejam só vocês que eu não me sentia muito confortável com a minha cidade-natal quando morava lá. Já agora...

Curitiba é uma cidade cinza com pessoas igualmente cinzas, se formos comparar com o Rio de Janeiro. O exercício da civilidade aqui por vezes é tão levado em conta que acaba sendo transformado em uma profunda apatia e incapacidade de... ser. Por vezes já presenciei pessoas sendo assaltadas e não conseguindo fazer alguma atividade e sendo sumariamente ignoradas por transeuntes, e isso de certo é um choque cultural a ser levado em consideração.

Curitiba também é o lar brasileiro das velhinhas carolas e do conservadorismo extremo, que ultrapassa as barreiras dos lares reacionários de Laranjeiras*¹ e de Botafogo*¹, que cai no tapa com a caricatura das coberturas dos Jardins*² e do Morumbi*²... E isso no Boqueirão*³ e no Capão Raso*³ e nos barracos alienados e alienantes de Vila Fanny*³. Curitiba, se não é o berço, é a fiel escudeira do racismo intrínseco da população rica e do sentimento de penitência da população pobre. Terra da heterossexualidade exacerbada, oras... e do homossexualismo assim mesmo, patológico, Do movimento estudantil E SIM, NÓS TEMOS MOVIMENTO ESTUDANTIL!... mas é da direita, serve? Ah, esqueci, Curitiba também é o berço explêndido do Requião, e principal cidade a elegê-lo, logicamente.

Apesar de todos esses aspectos ótimos de Curitiba, o que mais me chama atenção é: curitiba é a cidade que eu escolhi morar.

Talvez tenha sido por impulso, pela vontade famigerada de cursar duas habilitações em Design sem ter que cortar minha jugular para entrar em uma Esdi da vida, mas ainda assim, por imaturidade, eu estou aqui, e como muitos descontentes que aqui moram, por vezes até nascem e NÃO PODEM sair, eu tenho um tempo e um objetivo a concluir, e por que não observar a paisagem enquanto esse tempo não passa?

Assim estou fazendo, e por um milagre divino, após meus "rompimentos de laço" do ano passado, tudo melhorou: na faculdade, o sentimento de pertencimento se tornou constante, em casa, apesar de não falar muito, sei que sou apoiado pela minha forma de ser, nos meus hobbies, deixei de ser mal-compreendido. Enfim, tudo se encaminha para aquela calmaria que eu tanto queria.

Além disso, tenho hoje a certeza de que, se por acaso as pessoas forem embora desse local onde moro, ainda assim a João Negrão estará cheia de pessoas amigáveis e isso para mim, apesar de não parecer, é extremamente gratificante e amortece os sentimentos horríveis do ano passado.

Gostaria, por fim, de dedicar esse post a todos vocês, do Rio ou não, que sabiam que mais cedo ou mais tarde eu iria achar graça nessa cidade cinza cheia de pessoas cinzas. Não que eu fosse achar uma graça que estivesse ali presente, na cara de todos. Eu tenho que ver as entrelinhas. Gostar de Curitiba, neste momento, é simplesmente a força que me impulsiona e que me motiva a passar quatro anos aqui. E como muitos leitores amigos sabem, eu não iria voltar para o Rio fora desse período nem se eu estivesse demonstrando os sinais mais deploráveis de, sei lá, síndrome do pânico, logicamente por conta do meu orgulho, que, sorry haters, persiste ainda.

 

P.S.: Estranhamente eu acabei relendo meu penúltimo post sem contar este e não consegui entender patavinas. Eu sei que era eu escrevendo e que o consumo de narcóticos não me pertence, mas mesmo assim eu não consegui estabelecer relações entre as orações que eu escrevi, e isso me faz muito feliz, uma vez que eu só escrevi palavras tristes que culminaram em orações tristes que se tornaram um texto vazio e não representativo. Cheers!

Posts de um mês sem internet

Galerinha que assina o meu feed ou que passa por aqui de vez em quando (imagino que mais ninguém no mundo), este post abaixo foi escrito no início de março e, já que passei um mês e meio sem internet, só o estou postando agora.

Wow! Essa é a primeira vez do blog em 2011 e estou sentindo cheiro de virgindades dilaceradas. Após chegar das férias lindas no Rio de Janeiro e voltar a encarar a realidade cruel (e fria) de Curitiba, decidi postar algo nesse blog fétido e com cheiro “delicado” de naftalina.

É interessante isso, porque eu chego do Rio com um vigor e uma vontade absurda de escrever algo no blog e me deparo com um wi-fi desativado do hotel do lado, o mesmo que eu roubava até meses atrás. Na verdade o wi-fi continua lá, só que dessa vez intacto por conta das chaves de segurança espertamente instaladas. Eu não ligo, pelo menos consegui roubar esses porcos capitalistas por quase um ano.

Voltando ao Rio de Janeiro, qualifico essas férias como as mais alcoólicas e divertidas, e vomitadas, e explícitas, e descaradas que eu já vivi. Não que eu tivesse saído muito, isso eu definitivamente não fiz, e Flavio de Carvalho e Andy Warhol sentiram muito a minha falta nas suas exposições. E saibam vocês, no céu ou inferno em que estão, que eu sinto muito por não tê-los visitado. O ponto forte das férias, como sempre ocorre, se deu quando eu saí de fato. Vodka, Ypioca, Tequila, Montilla e o fiel Contini foram as coisinhas linduxas que eu encarei nesses três meses de ócio e libertinagem. Mas como eu ainda não tirei minha carteirinha no AA, vou contar outros momentos de relevância nas minhas férias, e como sou tímido a ponto de não dizer nomes, vamos ao momento de indiretas diretas.

-É sempre bom ver que S e L estão bem e vivendo. L está indo morar em outra cidade e eu espero do fundo do meu coração que isso não seja resultado de nenhum processo de repolhice aguda. Ele não merece. S, por sua vez, já se tornou uma das pessoas mais importantes pra mim. E o amadurecimento dele é notável nessa nossa experiência.

-F e S continuam a mesma merda. No bom sentido da palavra merda. Gostei bastante da presença deles nas nossas diversas atividades.

-Finalmente vi G chorar e eu não sei se qualifico essa experiência como gratificante ou torturante. Foi bom conversar sobre situações de cinco anos atrás com a sensação de que tudo o que fizemos foi o certo em algum grau de... ham... certeza. Ele foi, sem dúvidas, minha maior surpresa nas férias, apesar de eu secretamente esperar exatamente isso, por anos talvez.

-P é uma P. Quase não a vi durante as férias e quando o fiz, por culpa da garrafa de ypioca que já habitava no meu ser, errei seu nome por diversas vezes. Nos vimos uma vez mais, e depois de confidências trocadas, também trocamos carícias e palavras que ainda não tínhamos usado e pouco menos de cinco anos de amizade.

-S é uma fofa. Tive a oportunidade de encontrar essa escrota três vezes e sempre terminávamos bêbados e falando merdas de todos os presentes (e dos defuntos também). É bom ver que ela não mudou muito a cabeça e continua sendo crítica com ela e com os outros que são parte do seu círculo social. Sinto muita falta dele, e isso é evidente.

-J foi uma das surpresas nessas férias. Como nós nos aproximamos, hein? E encare isso como eu indo dormir na sua casa e ela vindo me buscar de carro. Na minha casa. Tá, ninguém costumava ir de carro até a minha casa por algum transtorno que eu devia ter e que só descobri no momento de escrever esse post. Ela conseguiu todas essas proezas, e ainda me levou pra casa tal qual uma princesa no final de uma transa animal encomendada através de um Bate-papo da UOL. Tá, ela me devia isso porque pelo menos eu arranjei algo a mais do que uma simples fodinha de bate-papo... Bem mais do que isso mesmo, bem.mais.mesmo. E vamos mudar de assunto porque eu já estou hiperventilando só de pensar.

-A é minha melhor amigo, e isso por nove anos. Mas de certa forma eu senti um ar de vulnerabilidade nela que eu não consegui descrever. Pelo menos fiquei satisfeito em ver que o círculo social dela está crescendo na faculdade e que esses novos amigos foram com a minha cara... Apesar de não saberem que o estado do Pará fica, na verdade, no Norte e não no Nordeste.

-J é um escroto. Só o vi uma vez e quase não trocamos palavras. Quero me abster de comentários sobre ele porque senão eu choro de arrependimento por não tê-lo chamado para me fazer companhia no carnaval.

-P (M ou W) é a pessoa mais caricata e perdedora que eu conheci em um bom tempo. E me sinto feliz em constatar isso e finalmente me libertar da maldição que D causou na minha vida. Espero poder trollá-lo mais na páscoa, até porque essa foi uma experiência revigorante. Para mim.

-Sinto falta de dançar com a T, com o A e com a A . A farofada foi um sucesso (pessoal) nesse sentido, e eu espero realmente que os três estejam de braços abertos quando eu pernoitar no Rio, nesses três longos anos que me esperam.

-Não vi D. Nem D., e me sinto triste e não o ter feito. Eles são importantes pra mim. Na mediocridade deles, mas são. Não posso negar o fato

-W me fez me sentir muito mal por não ter sido mais (menos) incisivo. Eu não costumo gostar de perder terreno em certas ocasiões, mas isso aconteceu algumas quatro vezes ao longo das férias. É bom que ele saiba, e ele sabe, que habita no meu coração como amizade, na minha mente como experiência e no meu pau como fetiche. Não com essas palavras, logicamente. Vou colocar o nome dele no meu caderninho de promessas judaicas a serem conquistadas na Páscoa. Posso fazer isso agora?

 

P.S.: Então gente, este foi um post testamento patrocinado exclusivamente pelo novo CD do The Kills, “Blood Pressures”, e que eu considero o “Angles” que nunca chegou a ser lançado. Não pela sonoridade, mas pelo grau de perfeição. Longa vida ao The Kills e que eles, pelo menos nessa nova turnê, considerem o Brasil como destino pros seus shows arrasantes.

Eu nunca fui forte o bastante

Essa é a verdade. Pra ser sincero, essa é uma medida emergencial, ainda mais porque, por mais que esse blog seja destinado a algumas situações próprias, eu costumo guardar muitas coisas no interior, antecipando em anos minhas pontes de safena.

Sou assim desde 2006. Costumava revelar sentimentos até, sei lá, agosto daquele ano. É lógico que passamos por dramas intra-pessoais que acabam se transformando em traumas na vida, acho que esses dramas me fizeram mais duro por dentro. Minha vida era um diário aberto para tolos, aqueles que especulam. "Deixem eles pensarem, vamos dar panos para a manga" eu dizia, enquanto a bola de neve de segredos próprios crescia.

E não, esse, apesar de um desabafo, é um post que mais seria qualificado como morfina para mim, efêmera, viciante e a perfeita maquilagem do que nasce de fora mas me absorve, e vice-versa.

Eu cheguei a comentar sobre isso no Twitter: Setembro, apesar de ser o mês do meu aniversário, é o meu inferno astral. Algo, desde 2006, se desdobra em mim como paranóia e com a fragilização gradativa porém fatal de laços. São quatro anos em que isso acontece, e não quero ficar a mercê de amizades bambas graças a isso.

A questão é que me vejo encurralado nesses últimos meses. Sinto um desejo carnal combinado com um sentimento fraterno por certa pessoa que acaba sintetizando um sentimento de penitência e auto-mutilação devastadores. Em mim.

E o pior, com isso, é o repentino aparecimento de um sentimento que eu combati desde 2008. O ciúmes... Me sinto hipócrita por tê-lo por perto esses dias, mas ei! Só quero ter por perto outra coisa, aquela mediocridade e inocência da qual eu sempre tentei me distanciar. Não quero um relacionamento estável, mas quero um cúmplice, e não consigo enxergar além disso...

Mas aí vem o fato de que no início de setembro, os virginianos estão mais puros na sua essência, e como nasci no dia 10, não largo mão do orgulho, travestido da racionalidade que NÃO existe em mim no momento.

Na verdade, racional eu até sou no momento, mas a falta de moralidade e senso próprio me fazem desconfiar de situações, com base no ciúmes já mencionado. Não julgo o ciúmes como razão, longe disso, mas o uso da racionalidade para empregá-lo é possível algumas vezes.

Bem gente, eu precisava dizer isso realmente. Não é minha intenção que ninguém sequer leia esse post, apesar de necessitar dizer isso para determinadas pessoas, um dia eu abro o jogo, né?

 

P.S.: Você está se sentindo sozinho e paranóico, está afim de alguém e não dá pra contar, é uma coisa própria sua, e ainda vem pra casa ouvindo Sigur Rós, Explosions in the sky, The Raveonettes e The Vines? É pra acabar com a sanidade de qualquer um

Depois da tempestade...

continua chovendo em Curitiba, mesmo apesar dos 30 graus de dia e do sol grande e farto por toda a semana.

 

Sabe quando você tem aquele sentimento de confiança em uma única pessoa que se revela subitamente em uma série de interrogações sobre quem seria de fato essa mesma criatura?

É aí que você pensa "hey! eu não te conheço for real" e começa a rever suas amizades, né? Pois bem isso acontece comigo.

E é estranho que por maior que seja o profissionalismo que eu prego, e que se resume a um único local, eu não consigo olhar pra cara dessas mesmas "amizades" atualmente, eu não sei, é um sentimento de impotência misturado com a incapacidade de me envolver com diferentes e com pessoas com uma política aquém daquilo que eu prego.

Política ou falta dela? Profissionalismo ou emotividade diplomática? Não sei e não quero saber, vou ligar apenas pra minha intuição e impulsividade agora.

Estou de volta à Curitiba, bastante estressado pro período em que me encontro. Talvez sejam as companhias, talvez seja o início do verão, talvez seja eu mesmo.

O legal de voltar e estar finalmente no segundo período é que parece que o mundo se abriu pra você e tudo desabrochou. No primeiro período eu talvez não tivesse uma consciência do mundo acadêmico e todas as possibilidades que eu posso seguir e todas as diversas (e eu disse TODAS MESMO) formas de subir na vida. Sem éticas nesse momento, acho que esse talvez seja um objetivo a ser alcançado, é só pensar no futuro e aguentar o presente. É, é.

Ando tendo aulas de sociologia, que certamente estão mexendo comigo, seja pondo a prova todas as questões existencialistas antes debatidas com a nobre G. ou ainda contestando o meu papel profissional na sociedade e querendo modificá-lo o mais rápido possível. São pontos a serem vistos e revistos, right?

Tenho pensado em algumas pessoas razoavelmente antigas esses dias... Ou talvez não tão antigas, afinal, um ano e meio não é muito. E sabe quando você sabe até o paradeiro de todos eles, mas você, de alguma forma, quer saber mais? Eu não sei muito bem o que fazer nesse caso até por causa da minha timidez que só teima em dar as caras em situações insólitas para mim. É uma pena...

Ultimamente não tenho lido nada, então não tenho como realizar nenhum review emocionado ou nada do gênero. Para falar a verdade o ritmo constantemente crescente de trabalhos da faculdade me impede de ler algumas coisas e manter o saudável ócio na frente do computador por tempos aprazíveis, mas assim que eu estiver mais calmo, menos estressado, mais desiludido e menos crente de uma vida misericordiosa, eu começarei a ler Orlando ou Miss Dalloway, e tudo voltará ao seu ritmo normal.

 

Bem, pessoas, um dia eu apareço de novo, nos falamos =D

Alguém aí também faz isso?

Tipo, eu sei que sãoo 5:01 da manhã, daqui a pouco o galo do vizinho começa a cantar, mas eu preciso contar essa estranha mania que eu tenho pra vocês.

Sabe quando você está pra baixo, nada do que as pessoas te digam fará você ficar feliz e você ainda está ocioso? Vou contar o meu segredo

Bate-papo Gay da UOL. Não é querendo bancar o ego booster personal nem nada, mas você SEMPRE vai achar alguém pior do que você e numa situação mais vergonhosa ainda. E isso, meus caros, é o segredo para o ânimo renovado.

Bruno foi passear. Mais especificamente ele foi para a minha terrinha linda, vulgo Rio de Janeiro. Ao que parece, contudo, ele já está odiando. Também pudera, é foda ficar homeless e sem garantia de dignidade por, digamos, três fucking dias, mas tudo bem, estamos todos torcendo por você, okay?

Enfim, gente, eu to rindo aqui porque quero postar acerca de algo mas acabo me distraindo facilmente por conta de outro assunto que não tem nada a ver. Isso também acontece com vocês, né? Não é um déficit meu, não é?

Ha, vou falar pra vocês que meu sonho recente é participar de um musical. Tudo isso começou por causa das minhas ilusões considerando as versões americana, inglesa e brasileira de O Despertar da Primavera, sendo a primeira estrelada por Lea Michelle, a menina dos meus olhos. A partir deste divisor de águas, procurei e encontrei informações interessantes sobre Wicked e RENT, minhas novas paixões, que possuem, as duas, em seu elenco, e em posição de destaque inclusive, a atriz e cantora Idina Menzel, que, pra mim, transcende o significado de música e de voz.

Mas, ainda considerando os musicais, aqui vem um desabafo. Acho que na condição atual do teatro de musicais, uma coisa peca: tem atores ali que não sabem cantar e que SEQUER gostariam de participar de musicais, mas o fazem, talvez por fama e $ati$fação pe$$oal. Esse, na minha singela e descatável opinião, é o caso de Pierre Baiteli, que atua na peça Spring Awakening no papel representado, na versão americana, por Johnatan Groff. Aí eu me intrometo, porque pelo menos o Groff canta. Bem. Pacas. É, bem pra caramba. MESMO!. É. É. E o que o Pierre faz de bom? Vilão-gay-filho-de-Maria-Padilha-em-Cinquentinha até vale dizer, mas tem que ter alguma outra coisa, né? Ah, tem Capitu também, né? Mas e com música, tem o que mesmo? Ah, também não sei. Enfim, Pierre, se você quiser eu te cubro na peça pq eu até quero ter umas aulas de canto, eu até quero participar de um musical, eu até quero saber atuar e eu até quero brincar de comer a Wendla e falar pros amigos no barzinho.

Brincadeiras a parte, vamos mudar um pouco de assunto. Talvez o clima fique um pouco mais denso, talvez seja agora um momento de indecisões. Ocorre com vocês que talvez um sentimento próximo do amor e paixão os acerte mas vc, de repente, não se veja mais pensando na pessoa em questão? Isso anda acontecendo comigo... Alguns comentariam "Isso não era amor, vaquinha, você deve estar muito confuso", eu aceito essa teoria, pra falar a verdade até prefiro. Paixão, amor, picuinhas do gênero não me suprem, ou se suprirem, não me convém. Amor no séc. XXI é muito caro de se manter. Não compensa. É uma linha bem egoísta e unidirecional, admito, mas é a minha forma de pensar e de me encontrar, sobretudo, aliviado.

N Design começará depois de amanhã. Ou amanhã, visto que já são cinco da matina. Estou empolgado para encontrar meus velhos amigos de escola e perceber o tanto que a faculade nos faz ter mais tópicos em comum do que apenas "fofocas" ou "futilidades adversas". Espero também que eu FAÇA amizades e por quê não outras coisas também. Apenas me chateia que outras pessoas, que teoricamente viriam para Curitiba, apenas não puderam. Não foi culpa delas, acontece, mas me sinto diminuído e muito sem a presença da(s) mesma(s).

Bem amiguinhos, ao contrário do que todos pensam, não irei dormir agora. Estou apenas indo treinar um pouco do parapara, e me deliciar numa leitura agradável como Maurice promete ser.

Salut à tous e à bientôt!

 

O despertar da primavera

Porra gente, eu não começo os meus posts falando palavrões, mas eu mereço: passei, cara, passei. E passei direto!

 

Não sejam induzidos a pensar que passei sem competência, ou que minhas preocpuações no último post tinham sido prepotências da minha parte. Ralei, ralei muito pra conseguir uma nota que prestasse. Foram quatro noites sem dormir no bimestre e uma rotina de 5 horas dormidas por dia, aos finais de semana, esse cálculo era deixado parcialmente de lado, visto que dormia em uma base de 13/14 horas.

Por mais que toda a minha tristeza tenha se sobrepujado nesse semestre, os meus últimos dias na escola foram bem proveitosos. Percebi nessa jornada o tanto que minha turma é amada ou ao menos considerada pelos professores, talvez isso seja devido a minha presença, talvez seja a causa de nossas médias consideráveis.

Ainda, na minha condição atual, me ocorreu um fato peculiar para quem estuda tanto: ler. Ler é necessário, ler nos faz experimentar, nos faz sensibilizar, nos faz raciocinar, mas ler não nos faz passar em teoria da cor e em geometria descritiva, talvez ler o conteúdo da matéria sim, faça-o... Mas isso eu deixo pra outros semestres =D

Esses dias, estou lendo Maurice, de E. M. Forster. O livro foi escrito entre 1912 e 1913 e apenas foi publicado em 1971, após a morte do autor, 16 anos depois ganharia sua versão cinematográfica e concorreria a alguns Oscars que não me são relevantes. O livro polemiza por falar sobre relações homossexuais dentro da classe universitária vitoriana, que historicamente via no rompimento da tradição cristã uma boa forma de se conduzir a vida, talvez por retratar essas práticas o livro provavelmente fosse censurado no caso de ser publicado, ou ainda vetado. Interessante ver no livro o aspecto da homossexualidade caracterizada como patologia, permissível à cura.

Além desses livros, comprei Mrs. Dalloway e Orlando - a biography da Virginia Woolf. A autoria foi retratada durante o seu processo de criação no livro Mrs. Dalloway no filme As Horas. A questão toda é que os livros estão em inglês, o que significa que demorarei mais para ler, e, de preferência, terei que possuir em mãos um dicionário de inglês arcaico, mas eu supero.

Acho que estou me apaixonando... Infelizmente a pessoa a quem me dirijo não seria nunca a persona concretizada de Clive Durham, o nojento coadjuvante de Maurice. Ele não é culto, não é interessante, não é valioso, não é forte, não tem muitas qualidades a destacar.

Acho que o fato todo é que ele é ele, talvez isso baste, pra mim, certamente, basta.

Bem, por hoje é isso, depois eu posto mais alguma coisa relevante.

Cya folks!

 

Pegue um casaco e blogue...

Ouvi dizer que está fazendo frio no Rio, 15 graus para ser mais preciso. "WOW!" eu diria, se não fosse pelo fato de que nós temos 5 graus de sensação térmica. Um beijo para os cariocas que aí moram.

O feriadão está chegando. Aos poucos, contudo, minha animação para ir para o Rio se esvaiu, tanto, que não irei mais. O pior nisso tudo é que continuar em Curitiba em um feriado prolongado como esse, e considerando ainda que a cidade ficará vazia, me surte todos os efeitos exceto a animação.

Empolgação para a faculdade? Também está indo embora. Não pelas matérias, nem pela informação absorvida, nem pelos professores. Falta alguma coisa.

Sair formado de uma universidade como a UTFPR certamente será de grande valia para mim e para todos os outros. Não consigo entender, entretanto, como uma instituição como o CEFET, caracterizada por se tornar a segunda casa dos alunos (e frequentadores adversos) se torna meramente uma escola, coisa que não me ocorreu, definitivamente, no Rio.

Será o frio? Será o povo? Será o conjunto (que se denomina Curitiba)? Não sei e não me arrisco sequer a investigar isso, não me surtiria efeito.

Ando fumando consideravelmente. O estresse aliado ao frio são a causa disso. Desculpem-me, amigos, mas isso se fez necessário. Parece até que terminaram o namoro novamente.

Por falar em namoro, aquele dia está aos poucos chegando.  O que vocês farão em relação a isso? No Rio, amigos planejam o rodízio dos solteiros. Em Curitiba, os solteiros preferem se suicidar fazendo uso de drogas alternativas, no caso, o show da banda Restart. Prefiro me inclinar em minha poltrona e beber uma garrafa de Contini com um box de Miss Daisy inteirinho para mim (sim, inteirinho).

O dia dos namorados não é prático, para falar a verdade. Conversando com D. hoje, ele me disse algo de extrema relevância: namoros são caros, por mais puro e barato que seja o amor. Oras, tornar um namoro barato, talvez, torne o amor cada vez mais impuro e falho. Sendo assim, será que esse sentimento pode apresentar esse grau de pureza? Convençam-me.

Enfim, leitores, Teoria da Cor me chama. Podemos marcar um novo encontro no dia de preferência de vocês, que tal? (Não, isso não vai acontecer).

 

Será que vai?

Depois de, sei lá, 5 ou 6 meses, finalmente o blog me servirá pra alguma coisa. Acho que todos aqui sabem que eu me mudei pra Curitiba, talvez só eu não saiba disso. Either way, tudo está sendo bem proveitoso, incluam aí as minhas former-amizades.

Chegamos aos 1000 espectadores... Parabéns, Vack's Blitz! A se julgar os seus quase um ano e meio de existência, vc anda muito mal, mesmo para um blog que tem como objetivo ser privado.

Voltar a blogosfera é um trabalho árduo para qualquer pessoa, por mais experiente que seja. Julgo sim que isso deva ser experimentado por todos, em especial aqueles que estudam. Blogar refresca e abre a mente, ainda mais se você cursa Design como eu.

A Faculdade anda as 500 maravilhas. Apesar da frequente motivação, ainda não achei de fato um elemento que ligasse o meu indivíduo particular (Vaca, Rafael, Deus, Cu, como preferirem) e este lugar e estas pessoas. Não serei insensato, contudo, ao dizer que pessoas tem me balançado, e, inclusive, me feito pensar se meu invólucro de pedra tão estereotipado não pode ruir sem mais e me fazer ficar, talvez, apaixonado.

Paixão, inclusive, seria algum horroroso de se pensar num momento desses. Não conseguiria conciliar um processo adaptativo, a faculdade, e ainda, a minha idéia própria de me prender e me morrer para mim mesmo.

Clarice que me entende. Ela e Morrissey andam meus salvadores nesses momentos de inglórias. Talvez o Contini também, talvez.

É estranho. Eu vejo os posts iniciais, mesmo os deprimidos e deprimentes. E tudo é diferente de agora, nada era real, nada era triste, deprimido e deprimente, deve ser a cidade, que muda, e que por mais limpa e com árvores que seja, traz suas pesadas correntes de infâmias e dissabores. Deve ser.

Espero que com esse novo período do blog, todos (eu especialmente) possam experimentar um novo momento e, principalmente, um amadurecer de quem vos escreve. Vamos nos esforçar, okay?

O Dilema da Mediocridade

Quero ir para a França. Provavelmente esse é um dos meus maiores sonhos para 2010. Sonho, óbvio, pq sei que não poderei simplesmente ir para a França no ano que vem ("Por favor, taxista, me leve para a Cobal no Humaitá. Preciso comprar Alcachofras. Em seguida, deixe-me em Saint Étiénne"). Apesar das ilusões e desses planos para 2010, um aspecto me deixa inconformado: Como me sinto medíocre sempre.

Mas não sou eu, né? I mean, todo mundo se sente medíocre com os planos, principalmente quando sabe que eles vão demorar um tempo para se concretizar. E se eu for contar o número de vezes em que já me senti medíocre ("quero comprar minha quitinete no humaitá"/"quero comprar o meu fusca"/"quero ser um designer importante"/"quero estudar na Esdi"/"quero fazer uma especialização fora do país"/"quero que meus pais se separem"/"quero que...") o meu limite de caracteres certamente daria um vanish básico e eu não poderia falar mais nada.

Ultimamente tenho me sentido meio boboca por causa de um programa na MTV.

Sim, é o IT MTV. Descobri esse programa já faz uns três meses. Hoje não consigo mais parar de assistir. Nessa semana, estão fazendo uma maratona com todos os episódios do programa, todo os dias, as nove da noite.

O programa em si é ótimo. Carol Ribeiro, ex-modelo milionária que NÃO é padezeira, deixe claro, roda pelas ruas de Nova Iorque com o objetivo de mostrar as últimas tendências da moda de rua e suas respectivas relações com o mundo da música. Então sempre espere um programa que mostra ultra-fashionistas e pessoas que acordaram e pegaram a primeira roupa que viram pela frente para ir trabalhar e mesmo assim são super glamurosas e descoladas, adicione a isso diversos designers, artistas de rua e fashion-makers mostrando suas criações, e, obviamente, bandas indies que quase ninguém ouviu falar e que quase sempre tem um som orgástico e todo trabalhado.

Vai dizer que isso não te deprime? Ver uma modelo linda e super glamurosa que não tem o cabelo duro e a testa gigante andar por Nova Iorque conversando com pessoas aleatórias com seu Inglês impecável e ganhando para isso enquanto eu fico sentado na poltrona, no III Condado do Rio Comprido, vulgo Cratera - Brasil, fazendo planos para quando serei rico e tão famoso quanto o Marc Jacobs e servirei de inspiração para todos os meninës que querem ser designers e que vão se estapear até a morte numa piscina de lama para trabalharem no meu escritório.

Isso nunca vai acontecer.

Aí eu choro.

Nascendo de novo...

Cara(s)... Deparei-me com um dilema num dia desses.

Não é engraçado que por mais que a gente sempre fale que não quer e não consegue se apaixonar, lá no nosso involuntário, no nosso pré-pensar, é o que mais desejamos?

Venho me apaixonando por alguém ultimamente. E o mal disso tudo é que tudo volta para aquela roleta infernal dos nossos medos, distrações, aflições e pesadelos que no final das contas são só coisas da nossa mente.

Até hoje, posso dizer que me apaixonei por três pessoas. A primeira me correspondeu. À sua maneira, mas correspondeu. Pra mim não bastou, queria mais, e, hoje em dia, somos apenas pessoas que dizem "Bom dia" uma para a outra e, vez ou outra, rimos do nosso passado inconsequente.

A segunda pessoa não me correspondeu, sabe disso, mas se iludiu e tb o fez com outras pessoas. Se no primeiro caso não bastou a forma de ser correspondido, dessa vez então tudo foi pior e mais traumático. Doses de Whisky e maços de Sampoerna talvez curassem tudo, mas não adiantou muito. Precisaria partir para outra.

A outra, ou terceira pessoa, foi algo encantador que simplesmente aconteceu. Foi impulso, eu sei... Mas se algum dia não agirmos por impulsividade, continuaremos o ciclo medíocre e nunca romperemos nada em vida. Cuidado, entretanto. Impulsividade demais só nos torna "Segundas Pessoas" na vida dos outros. E isso não é bom. Voltando a terceira pessoa, que aconteceu, cresceu, e desaconteceu. Acho que esse deve ser o processo mais bonito e invejável em todos os relacionamentos... Principalmente a parte do "desaconteceu", que é uma raridade.

 

Okay, com esse post eu provo pra vocês que ninguém entende nada...

Então, fodam-se.

Acabando...

Nossa galera... Faltam só dois dias para o nosso tão comentado e polêmico suicídio em massa reveillon! E nunca estive tão ansioso... Também, a julgar a merda escatológica (perdoem o pleonasmo) que foi 2009, todo esse nervosismo é justificável.

 

Andam questionando muito a minha humanidade ultimamente (Opa, mudamos de assunto, que coisa!)... Já haviam questionado minha falta de amor, minha apatia, meu sarcasmo, mas certamente, minha humanidade nunca fora assunto a se tratar.

Também pudera, acho que até o mais sórdido dos homens (com suas nobres exceções) é humano. E entenda por humano o fato de que podemos nutrir sentimentos, quaisquer que sejam por outros seres ou não-seres. Sendo assim, por que não o sou?

Me deprime de certa forma que todos vejam o menino indiferente e debochado que sou como apenas mais um coração de pedra, uma Miranda Priestly de boutique. Não sou assim. Tenho sentimentos óbvios e tão humanos e sórdidos quanto qualquer outra pessoa e além disso... pera lá... até Miranda tem coração.

Então, pessoas do mundo, não pensem que atitudes egoístas são suficientes para tornar uma pessoa um invólucro imaculado. Eu não sou assim, e nunca serei. Infelizmente.

Voltando a atividade

Aeaeaeae! Saudações a todos que ainda frequentam esse blog... Ninguém, né? Ah, foda-se, saudações mesmo assim.
Há quanto tempo eu não posto mesmo? Acho que uns seis ou sete meses. Só sei que no meu último post eu tinha
falado do novo álbum do Placebo, que já perdeu a graça já faz um bom tempo também.
Bem, um Feliz Solstício de Verão pra todo mundo e os meus maiores e mais sinceros desejos para que todos
esqueçam 2009 o mais rápido possível, até pq podemos definir 2009 como o ano em que o inferno astral durou 12 meses. Para todos.
De uma forma geral, espero poder postar aqui mais frequentemente, em especial quando algo como "Especial Roberto Carlos" estiver
me impedindo de exercer meu direito de cidadão plenamente... como hoje.
Enfim, espero que todos tenham um Natal e Ano Novo ao menos decente. É isso o que importa, after all.

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Homem, de 15 a 19 anos, English, French, Arte e cultura, Informática e Internet, Sexo
MSN - afugadasvaquinhas@hotmail.com